
Os sistemas de iluminação num veículo de trabalho, que passa muitas horas na estrada, são essenciais tanto para assegurar uma boa visibilidade ao motorista como em termos de segurança. Faróis, farolins, luzes de bordo, luzes avisadoras, faróis suplementares, etc., devem estar sempre em bom estado de funcionamento e ser objecto duma verificação cuidada e regular.
Os grupos ópticos, vulgarmente denominados por faróis são de todos os mais importantes. Basicamente são constituídos por uma caixa, por um cristal de vidro ou plástico, um reflector, lâmpadas e um sistema de regulação. O reflector e o cristal desempenham funções cruciais para o correcto aproveitamento da potência luminosa dissipada pela lâmpada. O cristal tem por função orientar correctamente o feixe luminoso. Consoante se trate de uma luz de cruzamento, de estrada, de longo alcance ou de nevoeiro, os entalhes do cristal têm formas diferentes. O reflector tem por função reflectir correctamente os raios luminosos emitidos pela lâmpada, de modo a que energia não seja irradiada para trás.
Existem vários tipos distintos de lâmpadas no mercado. As de incandescência são constituídas por um filamento, geralmente de tungsténio e irradiam energia incandescente e calorífica. As de halogénio caracterizam-se por uma potência luminosa superior em relação às anteriores, devido a uma maior temperatura do filamento de tungsténio, permitindo um maior comprimento de foco. As de xénon são as mais potentes e apresentam uma luz de cor branca, sendo obrigatório os veículos que as utilizam estarem providos dum sistema que regula a altura da direcção do foco.
Cuidados obrigatórios
Verifique regularmente mínimos, médios e máximos, piscas, luzes de stop, de nevoeiro e de matrícula. Limpe com frequência a superfície dos faróis. Não espere que as lâmpadas se fundam para as substituir. Faça-o a cada 50.000 km ou de 2 em 2 anos. Não se esqueça também que as lâmpadas mais baratas que se encontram no mercado, para além de durarem menos, também têm pior desempenho luminoso. Nunca leve o veículo à inspecção sem verificar primeiro as luzes. Não se esqueça que algumas delas não são visíveis a partir do posto de condução, mas nem por isso deixam de ser menos importantes em matéria de segurança. Veja também o alinhamento dos faróis e se estes se encontram baços ou oxidados.
Problemas mais comuns
Embora seja relativamente frequente que uma ou, mais raramente, várias luzes deixem de funcionar nos veículos pesados, normalmente, a detecção de problemas é rápida e pouco dispendiosa. Quando uma das luzes do seu camião ou autocarro não acende, a lâmpada pode estar fundida, o cabo de alimentação cortado ou o contacto à massa defeituoso. Caso nenhum dos faróis e luz de presença acendam numa determinada posição do comando de luzes, o fusível pode estar fundido, o interruptor geral de iluminação avariado, o comando de luzes avariado, ou ainda originar-se um curto-circuito no comando em determinada posição. Caso não se acendam as luzes de stop, o interruptor de stop pode estar defeituoso ou o cabo de alimentação cortado. Se não funciona qualquer dos faróis de nevoeiro, o interruptor geral pode encontra-se defeituoso, o cabo de alimentação cortado ou a lâmpada fundida.
Se acha que as lâmpadas se fundem com frequência excessiva, leve o veículo à oficina e mande verificar se existem quedas de tensão no circuito. Provavelmente, haverá resistências adicionais por contactos deficientes, provocando um aumento de corrente e o aquecimento excessivo das lâmpadas.
Por vezes, os faróis têm pouco brilho, em particular os médios e os máximos. Isso pode dever-se a contactos defeituosos, má fixação ou bornes da bateria defeituosos, problemas na ligação à massa da bateria, bateria descarregada, mau estado das ópticas ou dos reflectores, ou comando de luzes defeituoso.
As condições meteorológicas a que os veículos são expostos ou, quantas vezes, a fraca qualidade de alguns plásticos utilizados no seu fabrico, faz com que os faróis dianteiros possam ficar baços ou oxidados. Os faróis neste estado produzem uma iluminação deficiente quando circula na estrada à noite, afectando a sua segurança e provocando a reprovação do veículo nos centros de inspecção periódica. Neste caso só lhe restam duas soluções: ou substitui os faróis ou manda fazer um polimento na oficina.
O alinhamento preciso dos faróis é outro factor essencial tanto para a sua segurança como para a dos outros automobilistas. Num veículo de mercadorias, o alinhamento deve ser feito em função da carga e do estado dos amortecedores. Na Europa é utilizado o foco assimétrico. Este tipo de iluminação permite iluminar de forma mais eficaz a frente lateral da estrada, tornando mais visíveis os obstáculos e evitando o encadeamento dos condutores que transitam em sentido contrário. Lembre-se que um farol desalinhado 1% em relação à altura encadeará 20 vezes mais do que um alinhado, e que se estiver 1% mais baixo reduzirá 20 vezes a sua visibilidade. Os faróis desalinhados também são penalizados na hora da inspecção periódica.
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