Os primeiros veículos com motores Euro 6 vão chegar ao mercado no segundo semestre de 2011. Para já, anunciaram o seu lançamento ainda este ano a Mercedes-Benz e a Scania, devendo-se seguir a Iveco, e depois as restantes marcas de veículos pesados durante o próximo ano.
Entre os dados mais relevantes das tecnologias desenvolvidas pelos construtores, sabe-se agora que as opções passam pela combinação dos sistemas de recirculação de gases de escape (EGR) com o de redução catalítica selectiva (SCR), ou nalguns casos, pela utilização exclusiva do sistema SCR. Para todos os efeitos, quer isto dizer que, no futuro, todos os camiões irão recorrer à solução de ureia AdBlue integrada nos respectivos processos de pós-tratamento de gases de escape. Refira-se, no entanto, que o consumo de AdBlue variará entre os 5 e os 6% do consumo de combustível nos sistemas exclusivos SCR, e entre 3 e 4% nos sistemas combinados EGR/SCR. Outro dado a ter em conta é que todos os sistemas Euro 6 irão integrar filtros de partículas diesel, catalisadores adicionais e silenciadores.
A COPEROL teve acesso a toda a informação da tecnologia de combustão desenvolvida por duas marcas, a Scania, por exemplo, para além da combinação dos sistemas EGR e SCR, recorre também a um turbo de geometria variável (VGT) que combina com o EGR, com arrefecimento numa só fase, melhorando assim a resposta do motor, e ao sistema common-rail de injecção directa de combustível sob alta pressão (XPI). O sistema de tratamento posterior integra um sensor de NOx, um catalisador de oxidação diesel (DOC), e um filtro de partículas de fluxo total (DPF). Quanto à solução SCR é composta por dois catalisadores gémeos paralelos, associados a um catalisador compacto com revestimento de amónio, onde é removido qualquer resíduo de amónio que tenha sobrevivido no fluxo de escape. Na prática, cerca de 50% das emissões NOx são eliminadas na origem pelo sistema EGR e 95% pelos catalisadores SCR, enquanto o filtro de partículas reduz este tipo de emissões em cerca de 99%.
A Iveco também vai incorporar o Euro 6 nas suas famílias de motores Tector e Cursor. Do ponto de vista tecnológico, diferencia-se por ter optado pela eleição exclusiva do sistema SCR, a que chama “SCR Only”. Para aumentar os níveis de eficiência do SCR desenvolveu um novo sistema de gestão, no qual a dosificação do AdBlue e as propriedades técnicas do sistema de pós-tratamento de gases de escape passam a ser controladas de modo ainda mais meticuloso e preciso. Para aumentar a optimização da eficiência do processo de combustão, joga com uma pressão média elevada na câmara de combustão e uma alta pressão de injecção. Para alcançar esses objectivos foi necessário modificar o cárter e a culatra. Incorporam também um catalisador de oxidação diesel (DOC), um filtro de partículas diesel (DPF) e um catalisador de limpeza (CUC), todos eles patenteados pela FPT Industrial.
Normas de emissões poluentes mais rigorosas do que nunca
As normas sobre as emissões do Euro 6 vão entrar em vigor na União Europeia e em certos países vizinhos, a 31 de Dezembro de 2012, para novas homologações de novos modelos e, um ano mais tarde, para todos os novos veículos vendidos.
Serão aplicados níveis de emissões limite de 0,4 g/kWh de Óxidos de azoto (2 g/kWh para o Euro 5), 0,01 g/kWh de teor de partículas: (0,02/0,03 conforme o ciclo de testes para o Euro 5), contagem de partículas: 6,00 x 1011 partículas/kWh (ciclo de testes transitórios). 8,00 x 1011 partículas/kWh (ciclo de testes fixos). O total é de 600 ou 800 mil milhões de partículas por kWh. Um kWh corresponde à energia consumida durante cerca de 30 segundos de condução de um conjunto articulado de 40 toneladas, à velocidade de 90km/h. A redução do número de partículas deverá rondar os 99%.
Em comparação com o Euro 5, o motor Euro 6 representa uma descida significativa na escala dos níveis de emissões. De facto, as emissões de óxidos de azoto e de partículas do motor Euro 6 são cerca de um quinto das dos motores Euro 5. Um novo elemento nos testes de emissões é o facto de ser necessária a contagem das partículas, o que, na prática, significa que as emissões reais de partículas serão de aproximadamente um sexto das do Euro 5.
O Euro 6 é o primeiro passo para a implementação das normas sobre emissões, harmonizadas à escala mundial, englobando a Europa, a América do Norte e o Japão, o que irá facilitar a coordenação e o desenvolvimento de futuras normas. Os níveis do Euro 6 estão próximos dos que são aplicados na América do Norte (EPA10) e no Japão (Post NLT), com início em 2010. O Euro 6 marca a primeira vez que o novo ciclo de trabalho, harmonizado mundialmente (WHDC), é estabelecido para certificação.
A COPEROL, ciente da necessidade de protecção do meio ambiente, comercializa e monta na sua rede de oficinas Filtros de Partículas Diesel (DPF) da Dinex, dotado de silenciador que garante uma redução efectiva de partículas em mais de 95%, valores já muito próximos daqueles que são exigidos pela futura norma Euro 6.